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Dragão Fashion Brasil - dia 1

Artesanato nordestino, looks à Lady GaGa e coleção de Mario Queiroz marcam o primeiro dia de desfiles em Fortaleza (CE)

Andressa Zanandrea, de Fortaleza

O Dragão Fashion Brasil, maior evento de moda do Nordeste, começou neste domingo (25), em Fortaleza (CE), com novidades. Pela primeira vez, ocorre também o Ceará Business, que pretende trazer mais oportunidades de negócios à indústria da moda local. Até quarta-feira (28), 17 expositores vão mostrar suas criações em pequenas apresentações antes de os desfiles começarem e também em estandes. Os vencedores, eleitos por um júri, vão ganhar passagens para conferir, em setembro, a London Fashion Week, onde será lançado o Dragão Fashion Brasil 2011, com o tema Ecodesign. Também nesta edição estreia o canal de TV online do evento, em que é possível assistir aos 33 desfiles apresentados no Centro de Convenções de Fortaleza.

Atualmente, o Ceará conta com 330 estilistas e 5 mil confecções. O poder do artesanato nordestino, mostrado no desfile da Conexão Solidária, abriu o evento. Na passarela, peças masculinas e femininas de tecidos naturais e leves, como algodão, linho e seda, em tons crus, branco e preto, com trabalhos de macramê, richilieu, crochê e bordados. A ideia dos irmãos estilistas André e Rafhaela Castro é levar o artesanato para além do Nordeste. Algumas peças têm cara de compradas à beira-mar, enquanto outras podem ser usadas facilmente longe da praia. Para o desfile, que foi apresentado em São Paulo em outubro de 2009, os estilistas trabalharam durante seis meses com 23 grupos cearenses de artesanato e também com comunidades de Manaus (AM), que fizeram os acessórios. "A intenção é pegar o trabalho que elas fazem para cama, mesa e banho e levar para a moda", explica Rafhaela. As roupas, a princípio, não estarão à venda. É preciso, antes, que algum empresário se interesse por produzir as peças.

Lady GaGa feelings
O Dragão Fashion Brasil teve seu momento Lady GaGa com o desfile de Mark Greiner. O arquiteto-estilista apresentou uma coleção mais conceitual e ousada, com direito a modelos com rostos cobertos, no maior estilo Alexander McQueen. O britânico, claro, era admirado pelo designer cearense. Greiner quis vestir as pessoas como presentes. Para isso, usou couro, tule, paetês e plumas, que resultam em volumes, transparências e amarrações. Mas a intenção, ele explica, vai além do material: tanto que a trilha sonora do desfile foi o mantra Hare Krishna. A abertura e o encerramento foram pontos altos: rapazes vestidos com calças metalizadas, amarradas nas pernas por fitas durex largas, carregaram fios com lâmpadas, que foram colocados à direita e à esquerda da passarela e, ao final, retirados.

O baiano Vitorino Campos apresentou uma coleção de inverno em três cores: branco, preto e rosa. A mulher, elegante, veste peças de alfaiataria bem trabalhada, com formas bem femininas, transparências e aplicações. Os sapatos, meias-patas altíssimos, foram desenvolvidos pelo designer Jorge Bischoff especialmente para o estilista.

Mario Queiroz, o mais esperado 
Um dos desfiles mais concorridos do primeiro dia de Dragão Fashion Brasil, o do estilista Mario Queiroz, trouxe peças do inverno 2010, apresentado na São Paulo Fashion Week em janeiro. A coleção, inspirada no diálogo entre um punk e um gentleman no metrô de Londres, teve maquiagem diferente daquela mostrada na capital paulista e algumas peculiaridades que combinam mais com Fortaleza, como modelos de sunga e casaco, só de suéter na parte de cima, ou com casacos mostrando o torso desnudo na passarela. As peças vêm em tons sóbrios, mas também há espaço para amarelo, vermelho e azul.

A Handara também apresentou sua coleção inverno 2010 no domingo. A marca, que vende 200 mil peças por mês, é uma Colcci cearense e, como a catarinense, também tem uma famosa para chamar de sua: Isabella Fiorentino faz a Gisele Bündchen e estrela a campanha e a passarela, arrancando gritinhos e assovios. Para abrir o desfile, um telão de LED, em que as modelos aparecem e depois "são teletransportadas" para a passarela. O carro-chefe da marca é o jeans, bem detonado, com cara de manchado de barro, ou bem desbotado, quase branco. A coleção, inspirada na caatinga, tem muita sobreposição (até demais), lenços (amarrados em todo lugar: pescoço, quadris, cabeça...), estampas, sandálias abotinadas, coletes, tie dye, babados, jegging (a pior peça), meia-calça estampada, meias-calças coloridas, tudo junto e misturado. Apesar do styling confuso, a Handara tem sucesso garantido fora da passarela: talvez porque produza peças do tamanho 34 ao 52, democracia rara no mundinho fashion. 

Veja fotos do day 1 na galeria de imagens abaixo:

 

 

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