Após a Arezzo lançar, na semana passada, a minicoleção Pelemania, com peças feitas de peles de animais, milhares de internautas iniciaram nas redes sociais manifestos contra a marca, chegando entre os dez assuntos mais comentados no Twitter no Brasil. No entanto, o burburinho causado por conta do uso desse tipo de material no mercado fashion não é de hoje. A questão principal entre os profissionais que trabalham nessa área é se, nos dias de hoje, ainda é necessário utilizar peles verdadeiras e couro para desenvolver as peças.
Nas edições de inverno 2011 dos principais eventos de moda no Brasil, por exemplo, algumas marcas utilizaram peles em suas coleções. O estilista Samuel Cirnansck faz parte desta lista. Ele colocou na passarela casacos com pelo de coelho e outros sintéticos. Victor Dzenk usou pele de chinchila, tingidas nos tons rosa, azul e vermelho. Já Patrícia Viera, acostumada a produzir peças de couro de animais criados somente para abate, usou pele de cabra da Mongólia. “Coloquei na minha coleção apenas para apontar uma tendência. Mas percebi que, num país tropical, não é necessário esse tipo de material”, revela.
Em relação ao uso do couro, segundo a criadora, não há problema algum no método de distribuição e legalização do produto no trabalho dela. “Não como carne e sou totalmente contra os métodos que não estão dentro da lei e, por isso, uso somente couro abatido. Se falta carne no Brasil, faltará couro para produzir as minhas coleções”, garante. Hoje, o País está entre os maiores exportadores de couro no mundo e o consumo interno só aumenta. “A busca por esse tipo de material só aumenta nas lojas. Acredito que a diferença entre o couro e os pelos é que o couro é camuflado e transformado. O pelo está lá, na cara de quem quiser ver. E isso pode chocar.”
Para Chiara Gadaleta, consultora de moda, apresentadora e parceira do site Ser Sustentável com Estilo, além de não fazer o menor sentido usar pelo no Brasil, há uma opção muito mais interessante para substituir o material. “Nós somos um país tão rico culturalmente falando, com tantas pessoas produzindo trabalhos artesanais lindíssimos e de qualidade incomparável, não há motivos para continuarmos com esse hábito que não é nosso.” Além disso, ela não concorda com a forma como os animais são tratados. “Sou completamente contra a crueldade que fazem, já que matam bichos que, normalmente, não comemos”, avisa Chiara. “Mesmo assim, se alguém quiser usar algo com pele, que seja sintética, pois tem toda aquela brincadeira do glamour e não agride os animais”, completa.
Manifestações
Na última edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), a produção do evento recebeu a visita surpresa da ONG Move Institute, que defende os direitos dos animais. A turma entrou na Bienal com convites de amigos e colou silhuetas de animais nas paredes do prédio. Feitas de pelúcia, as imagens acompanhavam o slogan “Stop cruelty” (“Pare a crueldade”, em inglês) e foram arrancadas logo após serem coladas. Duas horas depois, os ativistas receberam permissão para colar novamente. Na próxima temporada, eles devem participar da SPFW com o mote de acabar com o uso de peles nos desfiles. “Lamentavelmente ainda não podemos adiantar os detalhes, pois estamos em negociação com a produção do evento”, diz Adriana Pierin, uma das coordenadoras do projeto.
Fora do Brasil, o movimento está mais avançado. A campanha “Mote Mot Pels” (“Moda contra as peles”, em norueguês) baniu oficialmente as peles na Oslo Fashion Week, na capital da Noruega, numa iniciativa apoiada por editores de moda e estilistas. Outra manifestação que tomou proporções mundiais foi quando quatro ativistas do People for the Ethical Treatment of Animals (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), o Peta, invadiram a gravação do desfile da Victoria’s Secret, em 2002, e exibiram cartazes xingando a modelo Gisele Bündchen, que desfilava de lingerie. A confusão começou por conta de a top ter aparecido em uma campanha usando dois casacos de pele no valor de US$ 250 mil cada.
No desfile de inverno 2011 da Chanel, em Paris, o estilista Karl Lagerfeld apresentou casacos e acessórios feitos de peles sintéticas. Outras grifes, como Burberry e Calvin Kein, trilharam o mesmo caminho e também fizeram apenas peças sintéticas. “É um retrocesso total quem ainda usa pelo para produzir roupas. Com tantos tecidos tecnológicos à disposição, não há motivos para desrespeitarem a natureza”, avisa Gabriela de Toledo, presidente do Projeto Esperança Animal (PEA).
Eu sou totalmente a favor SE FOREM HUMANAS...........Contanto que sejam APENAS as das pessoas que são a favor das dos animais.......\n\n\n\nSe pode ser as dos outros animais...............................
Responder comentário | Denunciar comentárioAFFFFFF!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!No coments!!!!!!!!!!!!!!!!!
Responder comentário | Denunciar comentárioDeviam era arrancar o couro desse amaldiçoado ordinário, da mãe dele (se é que esse peste tem mãe) e dos filhos (se ele infeliz tiver) e fazer sapato. Desgraçado, maltratando os animais, ordinário dos infernos, o satanás vai acabar com sua raça, seu diabo !
Responder comentário | Denunciar comentárioQuanta hipocrisia! Primeiro que usar couro sintético não é saudável, uma vez que causa micoses, alergias e dificultar a transpiração. Segundo, se vão abater gado, ovelhas, etc. para fins de alimentação, vamos jogar o couro fora? Terceiro: se o animal for criado para aquela finalidade , não interferir no ecossistema e não for abatido de maneira cruel, n,ão vejo problema. Para terminar com esses naturebas bossais, lembrem que o bicho pode correr, a alface não.
Responder comentário | Denunciar comentárioEsse senhor dever ter sérios problemas de conhecimento, ou fingir ignorância é "tendência" e não estou sabendo. Sinceramente, além de não podermos "replantar" os pobres animais "vítimas" da ganância de grifes, acho extremamete demodé o uso de pele. Isso é cafona mesmo e CRUEL. Para fazer uma echarpe de chinchila tem que ASSASSINAR nada menos do que uns 20 bichinhos lindos para que uma "perua" use uma droga de estola nas vezes em que for à Europa. Quanto ao plástico e couro artificial, sim, são danosos ao meio ambiente, mas existe uma "novidade" caro Dono da Arezzo! Chama-se RECICLAGEM. Cada um com suas escolhar mas ele comparar a matança de animais para uso de pele e couro (jacaré, cobra, exceção é o boi que vai para o abate para diversos usos) com objetos que podem ser reciclados. Pega o couro do Sr. e seu cabelo e faz sapato e o que mais quiser.
Responder comentário | Denunciar comentárioPoderiamos pensar também em usar peles de empresários, deputados, senadores etc.... Penso que seria muito benéfico ao meio ambiente.
Responder comentário | Denunciar comentárioAcho um crime criar um animal exclusivamente para depois matá-lo apenas com o objetivo de comercializar sua pele.
Responder comentário | Denunciar comentárioMás o que é discutido e combatido na questão não é simplesmente a ecologia, acima de tudo a humanidade.Se o dono da Arezzo não acha que é desumano matar seres vivos com o único propósito de ganhar dinheiro das dondocas que não tem valor nenhum para humanidade, por isto precisão usar casacos de peles que custão milhares de dólares só para se sentirem valorizadas.Coloque preço na pele dele tenho certeza que aparecerão bastante gente interessados em compra-la.
Responder comentário | Denunciar comentárioA FALTA DE TALENTO E IMAGINAÇÃO DOS ESTILISTAS RESULTA NESSAS ABERRAÇÕES!!! É LAMENTAVEL E MUITO TRISTE!!! O NEGOCIO É BOICOTAR ESSAS MARCAS P/ESSES FULANOS SEM CRIATIVIDADE ARRUMAREM EMPREGO EM OUTRAS FREGUESIAS! VAMOS COLOCA-LOS NOS SEUS DEVIDOS LUGARES: O LIXO!!!!!
Responder comentário | Denunciar comentáriolutamos por um mundo melhor ecologico.\nse as modinhas de materiais de animais,pega,\nfico com receio do que minhas netas terão no futuro.\njuizo minha gente.\nmais bom censo.
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