Ela começou com um casaco branco de mangas ¾ e brincos de pérola assim que soube do resultado da eleição. Tomou posse com um refinado conjunto off white, foi vista inúmeras vezes com tailleurs sóbrios, em cores discretas, exceção feita aos casacos e vestidos vermelhos salpicados aqui e ali. Até que se tornou a primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia Gerald a ONU (em setembro), quando então aproveitou para mostrar a renovação pela qual estava passando seu guarda-roupa.
Dilma surgiu com um casaco de renda suíça tingida de azul sobre um tubo de crepe da mesma cor, mais sapato também azul. O look foi mais um dos assinados por Luisa Stadtlander, estilista gaúcha que veste a presidenta desde muito antes da campanha eleitoral. As mangas também apareceram mais curtas do que as tradicionais ¾ usadas por ela.
Aos poucos, a sobriedade dos ternos foi sendo substituída por vestidos, rendas, tecidos leves e peças mais coloridas, até chegar ao caftan verde longo usado nas ferias na Bahia, um look de praia esbanjando modernidade. E ela, que nunca se ocultou atrás das roupas, e tampouco deixou que elas se tornassem protagonistas, mostrou que é possível adotar um estilo, sem ser escrava dele. Fiel à sua estilista “caseira”, sem fazer auê com esta ou aquela marca, nacional ou gringa, Dilma deu uma boa lição de moda no primeiro ano de mandato. Que a roupa deve servir à pessoa. E não o contrário.
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