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Moda No Mundo
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Reprise de "Roque Santeiro" celebra o estilo da Viúva Porcina

Com muitos laços, babados, maxibijus e turbantes, a personagem de Regina Duarte marcou época e libertou uma geração de peruas

Deborah Bresser |

Divulgação
Os acessórios de cabeça de Porcina estão mais atuais do que nunca
Seu nome virou sinônimo de exagero. E também de exuberância, de ironia, de extravagância. A viúva Porcina, com sua estética de luxo equivocado, tão falso quanto seu estado civil – ela, que foi sem nunca ter sido -, está de volta a partir de hoje, para deleite dos noveleiros, e alegria dos fashionistas. A reprise de “Roque Santeiro” no canal Viva, além de revolver memórias afetivas em diversos niveis, comprova o óbvio: a moda é um retrato de sua época, e pode trazer surpresas.

A primeira delas: Porcina nunca foi tão fashion. Turbantes? Excesso de bijuterias? Maquiagem carregada? Vestidos colantes? Sapatos de saltos altíssimos? Tudo parece muito familiar. Os adereços de cabeça nunca estiveram tão em alta, assim como o uso indiscriminado de milhares de anéis e pulseiras. A diferença é que Porcina usava todos os elementos ao mesmo tempo. Drapeados e decotes profundos, cores e bijuterias extravagantes, muito brilho, chapéus, turbantes, óculos de lentes imensas, temperados com aquele jeitinho ‘delicado’ de chamar a criada… “Minaaaaaaaaaaaaaaa”!

Regina Duarte, até então namoradinha do Brasil, cravou na alma das brasileiras uma personagem que tirou muita perua do armário. Ela vivia levantando os seios com as mãos e limpando os cantos da boca borrados pelo batom escandaloso, e exalava uma sensualidade desmedida a cada look abusado. A confusão visual de Porcina era um reflexo da salada cultural dos anos 80, um período que viu nascer movimentos como o new wave, o hip hop, os yuppies, a geração saúde, o pop, e vivia sob a influência de ícones como Madonna, Lady Di, Michael Jackson e Prince. Saia balonê, acredite, não era um deslize só de Porcina. Estava nas ruas, assim como as ombreiras imensas, as calças semi-baggy, as mangas-morcego, os moletons e, claro, os acessórios de cabelo.

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Matilde (Yoná Magalhães) movimentava Asa Branca com suas dançarinas Rosaly (Ísis de Oliveira) e Ninon (Claudia Raia)
Porcina não estava só. Pertinho dela, na boate Sexus, a misteriosa Matilde (Yoná Magalhães) movimentava Asa Branca com suas dançarinas Rosaly (Ísis de Oliveira) e Ninon (Claudia Raia), e mexia com o figurino das mulheres na vida real. As roupas colantes, os cabelos cacheados e volumosos, a maquiagem carregada também saíram da ficção para ganhar as ruas, a despeito do horror que pudessem causar às beatas das cidades. Em Asa Branca, lideradas por Pombinha (Eloísa Mafalda), elas tentavam impedir o funcionamento da boate. Na vida real, o visual das quengas sobrevive até hoje e atende pelo nome de periguete style, com muito vestidinho curto, justo e cheio de brilho. Reconhece?

Sinhozinho Malta, o cafona entre os cafonas, com o braço cheio de pulseiras, relógio e colares de ouro, chapéus inspirados no seriado americano Dallas, colarinhos com biqueiras de metal prateado e perucas, foi responsável por um tapa na vaidade masculina. Segundo dados da época divulgados pela TV Globo, Sinhozinho Malta fez as vendas de perucas masculinas aumentarem 80% no país. E aquele bordão continua mais atual do que nunca… “Tô certo ou tô errado?”, dizia, agitando as pulseiras, ao som de uma cascavel. Mas, na hora do vamos ver, imitava um cachorro e ainda lambia a mão de Porcina, sempre repleta de anéis...  Relembre, na galeria, alguns looks da novela, e divirta-se!


 

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