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Entrevista: Tufi Duek fala sobre nova coleção, crise e Kate Moss
Luciana Mattiussi
Quando se pensa em moda brasileira, um dos primeiros nomes que vêem à cabeça é o de Tufi Duek. E não sem motivos. O estilista carioca é o responsável pelo sucesso de nada menos do quatro das principais marcas nacionais
Lançada na década de 70, a Triton foi a primeira e hoje Karen Fuke é quem assina suas coleções. Mas foi com a Forum, de 1981, que Tufi atingiu o status de ser um dos mais importantes criadores do país.
No começo, o forte da marca era o jeanswear. Atualmente, ela é dividida em três linhas: Forum (que continua apostando no jeans), Forum Tufi Duek (coleção feminina sofisticada) e Tufi Duek (edições limitadas de peças mais luxuosas, vendidas apenas em butiques selecionadas e no showroom de Nova York, aberto em 1998).
Todas, porém, com a marca registrada de Tufi, que é a de deixar a mulher sexy, sem qualquer resquício de vulgaridade. As referências para as coleções normalmente vêem da cultura brasileira, mas sempre com traços urbanos e cosmopolitas.
Cansado de se preocupar também com as questões burocráticas e financeiras, Tufi vendeu suas quatro marcas para o Grupo AMC Têxtil (o mesmo que controla a Colcci e a Sommer) em março de 2008 e passou a ocupar o cargo de Diretor de Criação. Ou seja, é ele quem continua cuidando diretamente das coleções, do conceito e da imagem das grifes.
No próximo dia 19, Tufi irá apresentar a nova coleção de inverno da Forum Tufi Duek na passarela do São Paulo Fashion Week – evento que participa desde a sua primeira edição, em 1996. Em meio à loucura dos preparativos para o desfile, ele fez uma rápida pausa para conversar com o iG.
Como é o seu processo de criação? O que normalmente te inspira?
Eu me inspiro em tudo que me cerca, como museus, ruas e cinemas, para traçar as coleções.
E para esta nova coleção de inverno? Quais as apostas?
Formas mais justas, casacos fluidos, metais.
Kate Moss é a estrela da próxima campanha da Forum Tufi Duek. O que a top inglesa tem em comum com a marca?
Ela é urbana, cosmopolita e tem muita atitude como a marca Forum.
Quais as suas expectativas para 2009 - tanto no Brasil como no exterior - em meio à crise na economia mundial? O que a moda brasileira tem a perder com isso?
A crise atinge todos os setores, mas não a criatividade, atributo principal de quem faz moda. Temos apenas que pensar em melhores estratégias para distribuição e administração dos estoques neste momento.
Em novembro, você participou do evento Viver Design, realizado em estações de metrô de São Paulo. Qual a importância de participar deste tipo de iniciativa de democratização da moda?
Acho incrível poder compartilhar conhecimento com quem não tem tanto acesso à moda. Deveríamos ter mais movimentos assim.
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